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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Além das fotos - 02: A beleza de Machu Picchu e arredores


Machu Picchu
Machu Picchu era uma daquelas viagens sonhadas há tempos e não importa o tamanho da expectativa, pra mim esse foi um dos poucos lugares no mundo que superou essa expectativa. Foi onde o “bichinho da wanderlust” me pegou de vez. A energia, a história do lugar, aquele povo que ainda vive daquela história seja para sustento, seja na sua formação cultural. Cuzco/Machu Picchu me lembram cores, histórias riquíssimas de um povo cheio de ideias, de uma cultura que é berço da nossa América Latina. Essa cultura de nossos índios que em tantos momentos são tão esquecidas. É nossa raiz, é quem habitava esse continente antes de tantas descobertas. E o legado inca é belíssimo!

Passeio pelo Valle Sagrado, suas cores e suas llamas
Eu indico essa viagem pra todo mundo. Especialmente para nós latinos que nos conhecemos menos do que deveríamos. Peru é um trecho da fascinante América andina, que sonho em conhecer cada país e cada canto dessas lindas montanhas que formam a Cordilheira dos Andes. Mesmo com o ar rarefeito das grandes altitudes, vale a pena o coração mais acelerado e o soroche dos primeiros dias. Chegar a Machu Picchu, olhar aquelas ruínas, ouvir a história dali e olhar aquelas montanhas ao redor...é de tirar o ar!

Eu só fico um pouco triste de ter viajado assim que comprei minha câmera e mal sabia usá-la, apenas tinha aprendido a usar no modo manual em um vídeo no youtube e pronto. Hoje acredito que a quantidade de fotos seria bem menor e a qualidade delas melhor haahha, mas faz parte. Apesar do mundo ser enorme e ter tanta canto pra conhecer, esse é um canto que desejo voltar e emendar no resto do país para conhecer suas outras lindezas!



Espero que vocês curtam essa série de fotos e fatos tanto quanto estou curtindo escrevê-las! Até o próximo post, galera J

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Além das fotos - 01: Músicos de rua

Roma, Itália.

Eu sou fotógrafa. E foram justamente as viagens que me fizeram enxergar esse novo caminho que a fotografia é pra mim, então, vocês já imaginam que não falta fotografias de viagem, não é mesmo? Hahahaha. E pensando em compartilhar (mais) algumas delas com vocês resolvi criar uma série e falar um pouco além da imagem com vocês.

Paris, França
Cliffs of Moher, Irlanda
E hoje neste primeiro post  da série, trouxe mais de uma fotografia para dividir com vocês. Ao voltar, prestamos atenção em alguns registros da viagem e relembramos o que realmente nos chamou atenção por onde passamos. Depois que voltei do mochilão pela Europa percebi o quanto os artistas de rua foram captados por minhas lentes. Eram muitos e em muitos lugares. Não sei com exatidão o quão valorizados e respeitados eles são, mas a existência dessas manifestação artísticas nas ruas de lá é muito mais viva do que vemos aqui no Brasil (nossa cultura é linda, mas ainda não tão valorizada como deveria). Eles estão lá nas ruas, colorindo-as e fazendo trilha sonora para nossos passos. Em alguns momentos como personagens invisíveis e em outros ovacionados. Com seus chapéus esperando a contribuição dos transeuntes. Esperando algumas palmas. Esperando atenção do público para algumas músicas.

Madri, Espanha
Essa “arte espalhada por todo lugar” é tão interessante. Comecei a olhar mais os que ainda resistem por aqui. Comecei a observar em outras viagens essas manifestações também. É arte! E não tem como não surgirem boas lembranças fotográficas disso, não é? Então aqui encontramos algumas fotos de artistas de rua da Itália, França, Espanha e Irlanda.

Ainda tem muuuuuita foto pra compartilhar aqui, viu? Espero que vocês gostem tanto dessa série de posts quanto eu! Afinal, junto aqui dois amores: a viagem e a fotografia!

Até o próximo post, galera J

OBS: Também subi no youtube esses dois vídeos que fiz no mesmo mochilão:
https://www.youtube.com/watch?v=rlO_2lllDwY


terça-feira, 17 de maio de 2016

Curitibando

Jardim Botânico
Fui à Curitiba passar o réveillon e matar saudades de uma amiga, mas é claro que pude conhecer um pouco dessa fofa cidade que numa rapidez some com o calor e deixar você tremendo de frio! Curitiba vinha sendo minha “cidade escala” nos últimos réveillons (Ilha do Mel e Bombinhas) e então decidi parar nela e não fazer a cidade só de passagem como sempre. A chuva insistiu em cair quase todos os dias, mas nada como fugir do inferno que estava no Rio de Janeiro naquela época. Os primeiros dias foram pra botar o papo em dia com a amiga e preparar o réveillon (cheguei lá dia 30 no fim da tarde).

Bosque do Alemão
Passado o dia internacional da preguiça (primeiro de janeiro), fui “Curitibar”. Comecei pela Ópera de Arame, um teatro rodeado de verde e super bonito. De lá, conheci o Museu Oscar Niemeyer, com sua bela arquitetura e intervenções, mas acabei não prestigiando nenhuma exposição nesse dia. Depois segui para o fofo Bosque do Papa, um memorial de imigrantes poloneses ali pertinho mesmo do museu, muito verde com cara dos parques que encontramos pela Europa mesmo, vale muito a visita. Uma paradinha para o almoço num restaurante italiano (Mangiare Felice, se não me engano. Não é barato, mas a porção de comida dá pra dividir até 3 pessoas e a porção infantil é muito bem servida também, e foi de prato infantil que me alimentei hahahaa) e depois Jardim Botânico para encerrar o tour do dia. Bonito mesmo em dia de chuva, com suas lindas araucárias, flores e tudo mais!

O dia seguinte foi de bater perna pela fofíssima Feirinha do Largo da Ordem, onde passei facilmente boa parte do dia batendo perna e olhando as barraquinhas e toda variedade que uma feirinha pode ter. Ali pelo Centro histórico tem a Mesquita Imam Ali (Mesquita de Curitiba) e foi uma experiência super bacana entrar nela (tem dias de visitação e esse era um deles), o mundo está aí cheio de culturas diferentes e todas merecem nosso respeito. Arquitetura belíssima e cores lindas dentro da mesquita, eu e minha amiga entramos devidamente vestidas com um pano que eles dão na entrada.
Mesquita de Curitiba

No outro dia trabalhei um pouco e fiz umas fotos pra minha amiga (podem ver mais aqui: https://www.facebook.com/EllenPedercaneFotografia) e conheci o Parque Barigui. E sim, os parques em Curitiba são todos lindos e bons lugares para bater um papo, olhar o verde no meio da cidade. E o próximo já era meu último dia em Curitiba e fui ao Bosque do Alemão, outra fofura da cidade, com a trilha João e Maria e a sensação de realmente estar em algum conto infantil.

Parque Barigui
Essa foi minha breve passagem por Curitiba. E pra mim não pode faltar: ida ao Madero (gostei mais do Sport, por ter mais variedade além dos hambúrgueres que são o carro chefe da casa), Rua 24 horas, passeio pelas praças da cidade(passei pela Espanha e do Japão), todos os parques que falei acima e o Parque Tanguá que infelizmente não fui. Curitiba pode ser uma cidade fria de temperatura, mas é uma fofura. Vale a ida e quem puder esticar pelo litoral paranaense, aproveite (eu sou apaixonada pela Ilha do Mel, vide post: http://ideiasmochileiras.blogspot.com/2014/12/um-doce-de-ilha-ilha-do-mel.html).

Obs: Sei que sempre deixo os gastos aqui, mas esqueci completamente de anotar :\ e minha estadia foi na casa da minha amiga, ou seja, sem dica de lugar pra dar.

Até o próximo post, galera!  J


E se quiserem ver os ensaios (books) fotográficos que fiz lá:

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E por que não tem post novo?

Museu do Amanhã - Nova Praça Mauá, Rio de Janeiro
Estou há tempos devendo uma explicação por aqui, mas o tempo foi ficando cada vez mais corrido e deixava para depois. Bom, quem leu minhas "aventuras" ou  a aba "Sobre a mochileiras e suas ideias" sabe que eu chutei o balde para viajar e descobrir um ofício que complementasse mais o corpo e alma de quem vos escreve/fala. E uma profissão não se arranja de um dia pro outro, certo? Sorte a minha que ela já era um hobby antes de ser minha escolha de vida (hoje, pelo menos): a fotografia. Mas eu tinha estudado bem pouco e tive que "meter as caras" desde que voltei do mochilão. 

Ensaio profissional
Ensaio infantil
Tive que deixar a mochila no armário aguardando ansiosa as próximas viagens e estudar muito, correr atrás mais ainda e estou começando essa nova carreira com o coração explodindo de felicidade! Em tempos de fácil acesso a tecnologia, tem muita gente que acha que é fotógrafo, o que torna ainda mais difícil você ter coragem de dizer "Sou fotógrafo!"É algo a ser literalmente assumido e a gente nunca acha que tá no ponto para tal assumir tal responsabilidade. Mas encontrei tanta gente bacana no caminho e ouvi uma vez "a gente nunca estará pronto. Ou a gente se joga e continua se aprimorando ou nunca nos diremos preparados". Essa frase gravou em mim e minha dedicação virou de uns 300%. Ainda tenho muito o que crescer, mas já posso mostrar meu trabalho sem medo de ser feliz. 

Ensaio casal
Show
Não podia de jeito algum deixar de mostrar a quem ficou aí lendo minhas histórias. Até porque recebi alguns emails de pessoas que também queriam se permitir mudar de vida e que assim como eu tinham a viagem como primeiro pit stop para repensar a vida. É fácil? Não! Tive que abdicar de muita coisa e financeiramente não é mole (ainda mais quando se está próximo dos 30 e muito gente quer te lembrar disso, vai entender o que eles querem dizer). Vale a pena? Demais! Como sempre digo, foi uma das melhores oportunidades que me dei na vida. Sabe aqueles clichês de " me faz me sentir mais viva?" Então, faz e muito! Então, depois de me explicar, venho dizer que em breve voltamos a te viagens e posts por aqui e apresento aqui um pouco do meu trabalho:
Ensaio individual
Esse é meu site, onde encontramos um pouco do meu trabalho, links para outras redes sociais e pode entrar em contato comigo, claro:
                     http://ellenpedercane.wix.com/photography

Aqui já temos o link da fanpage no Facebook, mais um canal para compartilhar meus trabalhos e ter fácil contato com clientes: https://www.facebook.com/EllenPedercaneFotografia

E por último, no FlickR encontra-se além de fotografias de trabalhos, fotografias de viagens:

Então, estou perdoada? hahahaha. Espero que sim!

Até o próximo post, galera!


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Um pouco de Rio de Janeiro - Parte 3: Pontos turísticos famosos

Cristo visto da Urca
E seguindo a série de posts falando do meu Rio de Janeiro, o post de hoje traz os pontos turísticos queridinhos, os mais famosos, os tão conhecidos cartões postais da Cidade Maravilhosa, aqueles lugares que não se pode deixar de ir ao passar por essa bela cidade. E curiosamente, lugares eu boa parte da população carioca demora muuuuito a conhecer, eu, por exemplo, tenho uma irmã que nunca foi ao Cristo Redentor e a primeira vez que fui, estava recebendo uma amiga paulista queridona, ou seja, nós mesmos aproveitamos menos do que parece a parte turística da cidade.

Mas vamos direto aos pontos :P

Praia de Copacabana
Nosso querido Drummond na Praia de Copa
A princesinha do mar é sem dúvida a praia mais conhecida e visitada da cidade, já falada no post anterior (http://ideiasmochileiras.blogspot.com.br/2015/09/um-pouco-de-rio-da-janeiro-parte-2.html). Famosa por sua beleza, por seu calçadão e por um réveillon cada vez mais LO-TA-DO de gente, ela consegue atrair cada vez mais gente!

Arcos da Lapa
O aqueduto que virou o símbolo da boemia carioca, já que a Lapa é sem contestação o bairro mais boêmio que temos por aqui. Então, se você curte a noite, seja lá qual for sua praia, por lá você vai encontrar algo que combine com você, certamente J (e lá você também encontra a famosa Escadaria Selarón).

Maracanã
E o nosso grandão e super famoso estádio do Maracanã. Que amarga a memória da final da Copa de 50 e tem no currículo alguns shows de diversos artistas e festivais, um Brasil X Rússia do vôlei e incontáveis fãs apaixonados de futebol! Vale a pena fazer aquele tour básico ou encarar uma partida de futebol pra conhecer esse estádio tão querido pelos cariocas: nosso Maraca, para os íntimos ;)

Vista Chinesa
Em meio à Floresta da Tijuca, a construção tem uma vista mega blaster maravilhosa da cidade! Se vê Cristo, Pão de açúcar, Lagoa...então, colocar aí na sua must do list do Rio de Janeiro.

Mirante dona Marta
Assim como a Vista Chinesa, proporciona uma daquelas vistas de tirar o fôlego da Cidade Maravilhosa!

Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados - Praia Vernelha
Jardim Botânico
Quer um lugar verde e com tranqüilo acesso (temos outros maravilhosos, mas muitos a gente encara uma boa trilha)? Então, seja bem-vindo! Nossos pulmões merecem respirar um verde, com uma diversidade ecológica (seu orquidário é uma atração super visitada lá dentro) e bastante espaço pra caminhar, fotografar, fazer piquenique, enfim, se divertir!

Lagoa Rodrigo de Freitas
Lagoa é famosa por sua beleza, por seus pedalinhos, pelo espaço para atividades diversas ao ar livre, seu formato de coração (mas isso você só verá de longe) e tantas outras coisas mais. Todo Natal, por exemplo, temos a Árvore da Lagoa, com uma inauguração cheia de gente e atrações bacanas.

Praia Vermelha
Essa praia está ali do ladinho do Pão de Açúcar e é meu canto favorito da cidade (fiz faculdade ali perto e tenho estudado fotografia por ali também, ou seja, sou suspeita para falar hahaahha). Ela fica na Urca, no Circuito Militar. E é um passeio dois em um, dali você já pula pro bondinho e sobre o Pão J

Pão de Açúcar
Pão de Açúcar
Famoso por seu bondinho, por seu formato e pela vista, o Pão de Açúcar está sem dúvida no Top 5 dos queridinhos do Rio de Janeiro. Além do acesso pelo bondinho, há acesso por trilha também. Ele dispensa recomendação, não é mesmo?

Cristo
E eis ele, uma das maravilhas do mundo moderno, que está de braços abertos sobre a Guanabara, já dizia nosso grande Tom Jobim. Visita mais que obrigatória na passagem pelo Rio. Linda vista da cidade e subida de trenzinho pra curtir essa vista. Também dispensa recomendação.


E esse é mais um pouco do meu Rio de Janeiro. No próximo post tem mais! Até lá, galera!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Quando a vontade de mochilar começou!

Valle Sagrado, Peru
Ultimamente tenho lido alguns textos sobre o tal do “gene wanderlust” e, assumo que ainda não formei opinião sobre o assunto e não sei se algumas pessoas nasceram pra viajar e outras não, só sei que viagens podem ser experiências transformadoras. E viajar foi um oceano de descobertas pra mim, foi como tirar uma venda dos olhos e ver como o mundo é grande e te chama para cada canto dele com uma infinidade de cultura, pessoas e oportunidades pra você aproveitar. Não sei se tenho o gene, mas resolvi compartilhar um pouco de como tudo começou pra mim, essa vontade infindável de ir pelos cantos desse mundão!
Caminho da Hidrelétrica até Águas Calientes, Peru


Veneza, Itália
Anos estagiando, anos se privando de longas viagens por alguns motivos e depois de um ano meio de trabalho e chegaram as minhas merecidas FÉRIAS (agosto de 2013)! As primeiras férias da vida e eu optei a ir para Machu Picchu, comprei as passagens uns 3 meses antes (e sim, chegando perto tentaram adiar minhas férias), fiz as reservas e depois de uns conselhos de um amigo, montei o roteiro junto à uma amiga que me acompanhou nessa primeira aventura. Já tinha feito algumas viagens, já tinha ido á Buenos Aires (a primeira internacional), mas foi em Cusco que tudo mudou.

Foi em Cusco que eu percebi que não queria ser só turista. Foi em Cusco que eu percebi que uns minutinhos que fossem parar e olhar como aquela cidade funcionava, como aquelas pessoas se comportavam, era mais importante pra mim do que fazer mil passeios. Conhecer gente de lugares diferentes, escutar um pouco de sua história e suas viagens, dividir o quarto com essas pessoas por alguns dias ou por algumas horas, tudo isso tornava a viagem ainda mais especial. A viagem foi de expansão. De ter um olhar novo e isso sempre vem de dentro pra fora. E as good vibes do Santuário ajudaram, acredito eu. Voltei inquieta demais. Voltei pensando na próxima viagem, planejando roteiros e descobrindo que a vontade é conhecer cada cantinho do mundo, aquele mais longe e mais inusitado especialmente. E como “IR” é grandioso, permissivo e libertador. É dar-se chance. Costumo dizer que são os melhores presentes que pude me dar.
Paixões em Amsterdã, Holanda

E meses se passaram, vontades foram e vieram, conversas, sonhos e um dia comum em um simples bate papo a minha vontade resolveu se manifestar “eu quero passar um tempo longe”. E com isso começaram os planos, as conversar e aquelas tentativas de deixar claro que você não é maluco e que sua decisão é mais sensata do que parece (no meu caso, costumo dizer que nunca fui tão sensata, tão lúcida). Meses de aperto para economizar, de planejamento para ver o quanto gastar e em quanto tempo gastar. Mas no meio disso, uma viagemzinha  pra deixar os ânimos ainda elevados!
Dança grega na ferryboat Patras-Ancona

E o dia do primeiro mochilão além férias (até porque me demiti hahaha) chegou. E superou todas as expectativas. Estou aqui um ano depois (há um ano estava lá na Europa) ainda colhendo frutos de tudo que aprendi naqueles dias e pensando em tudo que poderei aprender nos próximos. Viajar me ajudou a encontrar um novo rumo, como diz uma linda música do trio Calle 13 de Porto Rico “La renta/el sueldo/El trabajo en la oficina/Lo cambié por las estrellas/ Y por huertos de harina/Me escapé de la rutina/Para pilotear mi viaje/Por que el cubo en el que vivia/Se convirtió en paisaje/Yo! era un objeto/Esperando a ser ceniza/Un día decidi hacerle caso a la brisa.” (La Vuelta El Mundo – Calle 13).

Big Ben, Londres.
Viagens podem te permitir ir longe, nesse mochilão acho que efetivamente comecei a nascer como fotógrafa (e olha que minha estrada ainda é longa, muito que aprender). Comecei a (re)nascer como pessoa, como filha, mulher, amiga e tudo mais. Não sei se está no meu gene wanderlust essa aptidão por encarar as mazelas que mochilar e conhecer outros países de uma forma mais simples, até porque pra mim o maior perrengue do mundo é compensando pelas inúmeras coisas maravilhosas que acontecem ao longo da estrada, talvez isso seja a mágica da saída da zona de conforto. E desde que voltei (e viajei mais um cadinho como podem ver nos relatos aqui no blog) a busca é exatamente por isso, pela “não zona de conforto”, é trazer para o dia a dia de onde você mora essa magia e continuar expandindo nas próximas viagens, por que o fluxo não pode parar, não é? É paixão daquelas arrebatadoras, não dá pra parar!

E vocês que estão aí lendo? Quando começou sua história com as viagens? Desde cedo? Mais tarde? O que as viagens trouxeram pros seus dias??? Tô aqui esperando vocês me contarem heeeein???? J


E vamos seguindo...até o próximo post, galera!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Um pouco de Rio de Janeiro - Parte 1: Itacoatiara



Vista da Enseada do Bananal - Itacoatiara

Ainda tenho planejado alguns posts relacionados ao mochilão que fiz e outras cositas más que nós mochileiros gostamos de conversar, mas vou abrir um espaço aqui para falar do Rio de Janeiro e alguns dos muitos encantos que ecnontramos nessa cidade e seus arredores. Apesar de toda loucura de cidade grande, temos alguns momentos de tranqüilidade seja na praia ou em contato com a natureza.

Mais um pouco das vista
E como a mochileira aqui é carioca e as viagens estão temporariamente de stand by por agora, nada como falar desse lugar tão visitada por brasileiros e gringos de tudo quanto é canto. Um fato muito engraçado durante o mochilão é como o Rio de Janeiro é referência de Brasil por muitos cantos desse mundo. Perguntam de onde você é e quando você responde Brasil logo ouvíamos “Copacabana”, “samba” e até tristes “tem que sambar de biquíni aqui pra mim”. E essas, ao lado do futebol, são sempre as primeiras tentativas de mostrar “conheço seu país” que as pessoas nos deram.

Rapel
Bom, mas como não falta coisa boa e bonita pela cidade do Rio e ao redor, nada mais justo de que fazer uma série para falar um pouco desses encantos e das diversas possibilidades de diversão que encontramos por aqui. E começo a série falando de um cantinho de Niterói (ou Nikity, como carinhosamente chamamos) o Parque Estadual da Serra da Tiririca em Itacoatiara. Lá você pode fazer a trilha para o Costão e ter uma linda vista ou ir para Enseada do Bananal e fazer Rapel na Garganta do Bananal com uma vista lindíssima!

Eu tive o prazer de fotografar no último final de semana, o evento de Rapel com a Vivi Trilhas (numa parceria com Lavoyer Adventure), guia de turismo que você tem que conhecer se vier ao Rio! Dessa vez não tive coragem de fazer o rapel, mas a vontade ficou beeeem grande! Com uma linda vista, e uma trilha super tranqüila de chegar (e com ar puro pra respirar) é mais que válido se aventurar por lá no Rapel! Uma equipe super competente que deixou as meninas super seguras durante a execução do treinamento e durante o rapel de 30 m também (por isso a vontade de fazer ficou grande hehehe). Gente competente, simpática, que além de dar toda devida segurança ainda garante um dia de aventuras beeeeem divertido!

Rio de Janeiro visto das barcas.

E pra fechar o passeio, na volta pra casa, a vista que se tem do Rio em Niterói é belíssima, deixando qualquer fim de tarde ainda mais lindo. Voltei nas Barcas (Niterói-Rio) olhando essa cidade e seus belos contornos!

E você, está vindo pro Rio? Quer sair do eixo praia - monumentos famosos? Quer curtir um pouco das belezas naturais, do verde do Rio? Então, eu super indico Vivi Trilhas. Acompanho ela desde sua formação como guia de turismo e sei o quanto ela é apaixonada por isso! Quer saber mais sobre ela e os eventos que ela proporciona? Só dar um pulinho no site: http://www.vivitrilhas.com.


Até o próximo post, galera! J

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Fotografia e Viagens

Beleza de João Pessoa - PB
Viajar sem uma câmera hoje em dia é impensável, não é mesmo? Até porque a facilidade é cada vez maior, visto que, há uma infinidade de celulares com câmeras razoáveis, câmeras compactas, compactas avançadas que cabem no bolso e tantas outras mais para garantir bons e belos registros por esse mundão afora. Hoje me deparei com um texto sobre fotografia que dentre outras coisas falava da relação da mesma com as viagens atualmente e como toda essa facilidade (e alguns outros aspectos culturais) levou muitos de nós a clicar “sem freio”. Como já havia pensado em escrever sobre isso aqui pro blog e a vontade ficou ainda maior!


Dublin, Irlanda
Acho que aprendi de verdade a fotografar nesse mochilão do ano passado, porque especialmente com a câmera digital virou necessidade registrar cada passo dado em uma viagem. Parece que fotografamos mais a viagem do que vivemos a mesma. Será um novo “mal do século”? Se não fotografei não viajei? Bom, vimos recentemente que uma menina criativa com um (muito) bom conhecimento de photoshop montou uma viagem que não existiu, então fica o debate, será que não deveríamos (re) aprender a fotografar?

No meu primeiro mini mochilão em Machu Picchu (2013), eu exagerei muito na dose. Ainda com pouca noção de fotografia e sabendo mexer pouco na câmera que havia acabado de comprar (Nikon D5100), cliquei demais e assumo que se eu parar para olhar com atenção hoje, jogo uma quantidade razoável de fotos fora. Mas, como estudante apaixonada e fotógrafa iniciante, confesso: ainda exagerei um pouco no primeiro país do mochilão pela Europa (2014), no caso, a Itália. (veja o início dos relatos aqui: http://ideiasmochileiras.blogspot.com.br/2015/02/italia-parte-1-roma.html).

A loucura de selfies no Louvre
Fiquei enlouquecida. Não sabia se contemplava, se fotografava ou se curtia aquela experiência e saí clicando como se não houvesse amanhã. Quando resolvi parar para olhar as fotos, percebi que aqueles 1.500 cliques em 20 dias eram um pouco de exagero. Não se trata de ser “sério” com a fotografia, mas é sempre bom pensar que tipo de memória estamos produzindo. Será que estamos tão esquecidos que só lembramos daquilo que fotografamos? Não sei nem se damos conta de apreciar todas as fotos que tiramos e nem de apreciar devidamente tudo que está a nossa frente.

E quando cheguei à Grécia (segundo país do mochilão), comecei a perceber que precisava pisar no freio. Comecei a contemplar mais toda aquela maravilha que estava diante de mim e aprendi a olhar melhor, tirar melhores fotos, até porque as melhores fotos não são tiradas a esmo, você a pensou ou durante a contemplação veio o insight (do tipo: isso dá uma bela foto). E não, isso não é papo só de fotógrafo, há muitos amadores que clicam bem na hora certa. Mas fica um pouco difícil parar e refletir sobre isso quando vivemos um momento “tudo vai parar nas redes sociais”. E com isso vamos descontroladamente clicando, clicando, clicando...e compartilhamos sem filtro também, até sem propósito em alguns momentos.

Cuzco, Peru.
Não digo que as redes sociais sejam completamente vilãs, afinal ela nos ajuda a mesmo longe compartilhar bons momentos com pessoas queridas (no meu caso foi muito importante pra deixar o coração da mãe tranqüilo hehehe), mas o tal do mal uso e do exagero na hora do que compartilhar, vejamos os inúmeros tipos de selfies (acordando, comendo e por aí vai) com os quais nos deparamos hoje.  Se podemos compartilhar coisas mais úteis (no caso aquelas fotos melhores), então façamos isso. Nada de automático: cliquei, logo compartilhei. Pensar um pouquinho sempre pode ser melhor do que clicar para a viagem existir!

Câmeras

Algumas pessoas já vieram me perguntar qual tipo de câmera comprar e esse é sempre um conselho não muito fácil de dar. Há uma infinidade de tipos e cada um deve ver o que melhor atenderá às suas necessidades. Para alguns, um celular com uma câmera melhor pode ser o suficiente, uma compacta comum ou uma avançada, para os mais aventureiros as câmeras de ação (Go Pro e afins) e os que prezam mais pela qualidade da imagem, as DSLR e suas variações serão a melhor opção. Resumindo, é preciso de um pouco de pesquisa e você estará pronto para viajar e guardar os bons momentos.



Então, é isso. Até o próximo post, galera! J