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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Além das fotos – 03: O passarinho solitário

Santorini, Grécia
As ilhas gregas são famosas por sua beleza incontestável. Tive o prazer de conhecer pelo menos umazinha das muitas ilhas desse país encantador que é a Grécia. Fui à uma das mais populares, a ilha de Santorini conhecida por seu belo pôr-do-sol (o de Oía). Mar egeu, vulcão, comida boa e praias lindas! Foram poucos dias, corridos e com muita ventania. E lembro bem do dia de passeio por alguns cantos da ilha e do final estonteante com o pôr-do-sol de Oía. E entre muitos momentos, uma foto que fiz esperando o Sol se pôr é uma das minhas preferidas da viagem: um passarinho que mais parecia estar como nós contemplando a despedida do astro rei.

Essa foto é um reflexo da viagem, um reflexo das mudanças da vida e ainda mais cheia de símbolos pra mim. O pássaro está tão bem, tão inteiro, pousado em um daqueles telhados branquinhos (pelo que me lembro de uma igreja), curtindo o sol e esperando a hora de seu vôo. Lembro que foi fácil fotografar porque ele ficou um bom tempo ali parado, sem pressa de voar. E era esse o sentimento deste mochilão: contemplar o agora e não ter pressa. Voar na hora certa, com destinos incertos.

E a Grécia é um lindo cenário pra qualquer foto né? Precisando voltar lá, conhecer outras ilhas e ver outros pássaros inspiradores! Se não for mochilar por muito tempo, mas for pra Itália, Turquia, ou simplesmente quiser esticar até a Grécia, não hesite em fazê-lo! Um país cheio de história, lindos lugares e uma gastronomia maravilhosa!

Estou amando olhar além das minha fotografias junto com vocês!


Até o próximo post, galera!J

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Trilha sonora mochileira

Casal de músicos nas ruas de Madri
E nem só de relatos e emoções vive um blog de uma mochileira! Bom, música é uma parte muito importante da minha vida. Música é inspiração, é conselho, é até terapia! E durante a viagem, ouvimos muita música, é claro! E também buscamos conhecer alguma coisa local, afinal, música sempre será um dos pontos fortes e reveladores de qualquer cultura. Então prestamos atenção no que mais tocava em cada canto, do que conhecemos com os amigos que fizemos por lá e claro, com músicas que surgiam na cabeça e acabaram fazendo parte da nossa trilha da viagem!
Como alguns países foram mais significativos musicalmente, digamos assim, vou dividir aqui por país e explicar um pouco do que fez essa música marcar o referente trechinho da viagem. Espero que seja uma leitura divertida pra vocês assim como escrever está sendo pra mim J. Afinal, toda e qualquer memória de viagem é uma delícia, não é? Enquanto aguardo o próximo mochilão (seja mini ou longo hehehe), vamos falar ainda do último.

Itália

Ti lascio uma parola - Nomadi (https://www.youtube.com/watch?v=_V2ciL3pOPs): Essa música foi a que mais marcou a Itália por lembrar meus irmãozinhos italianos, que fizeram uma performance super divertida desses dois figuras.

Finuculì, Funiculà (https://www.youtube.com/watch?v=rlO_2lllDwY): Quando estava em Nápoles, em uma pizzaria, uma dupla de músicos entrou e tocou essa canção e ela marcou a passagem por lá. Tem o vídeo eu fiz de celular desse momento no link aqui encima.

I don’t wanna talk about it - Rod Stewart
(https://www.youtube.com/watch?v=12CeammnGUU): Essa é daquelas que não fazem muito sentido mas que minha amiga e travel buddy cantarolou em algum momento e grudou em nossas cabeças por quase os 3 meses hahahaha.

Happy – Pharrel (https://www.youtube.com/watch?v=ZbZSe6N_BXs): Bom, essa música estourou em todo canto do mundo e lá não seria diferente. Cada restaurante, lanchonete, pizzaria, na rua, a música tocava. Em Nápoles um (belo) garçom de uma pizzaria começou a dançar essa música no meio do salão. E “Happy” era o sentimento da vez! ;)

Grécia

The dog days are over – Florence + The Machine
(https://www.youtube.com/watch?v=iWOyfLBYtuU): Bom, chegando à Atenas e ouvindo as músicas do meu celular chegamos à conclusão perfeita: nossos dias de cão (ao menos por hora) haviam acabado! (estar na Grécia é quase estar no paraíso).

Elephant Gun - Beitut (https://www.youtube.com/watch?v=SWSz_PAfgNc): Mais uma que já estava no meu celular e fez parte de Atenas, ouvíamos todos os dias. Essa música é linda né? Então, deixamos a temporada começar!

Peponi – The Piano Guys ft Alex Boye (https://www.youtube.com/watch?v=Cgovv8jWETM): Essa versão incrível de Paradise do Coldplay só me apareceu, pois ao ouvir a canção original minha amiga cantava “pepopepopeponi” e eu não entendia nada. Até que um dia o youtube me fez compreender com essa versão africanizada pelos super criativos The Piano Guys.

Música Grega (https://www.youtube.com/watch?v=Mu5G6kixMxQ): Em Santorini, nos indicaram um restaurante que teria uma apresentação com música e dança grega, mas no dia, houve uma ventania desproporcional e a banda não chegou ao local. Mas antes de chegar a Croácia, tivemos a sorte de compartilhar a ferryboat com um grupo de dançarinos e vê-los ensaiar. Filmei, mas devido a ventania o som ficou muito ruim e então vamos de música grega para relembrar esse momento.

Croácia

Ai, se eu te pego - Michel Teló (https://www.youtube.com/watch?v=hcm55lU9knw): É...ao chegar em Zagreb, me deparei com essa canção. As meninas que nos acolheram logo nos falaram o quanto ela havia sido um sucesso por lá. E ao longo da viagem, a escutamos algumas vezes.

Tebi Pripadam - Dino Dvornik (https://www.youtube.com/watch?v=L03El4_gZsc): E elas nos apresentaram esse cantor e conhecemos um pouco da música croata

2 Cellos - Thunderstruck (https://www.youtube.com/watch?v=uT3SBzmDxGk): Mais um pouquinho de música local, essa dupla eslovena-croata super interessante

Alemanha

Como nossa estadia em Berlim foi super rapidinha, mal tivemos música e nossa realidade foi mais de meditação, então, aqui vai um mantra: Guru Om Guru Sri Jaya Guru https://www.youtube.com/watch?v=KqsM3-GE4F4).

Holanda

Red Lights – Tiesto (https://www.youtube.com/watch?v=CFF0mV24WCY): Amsterdam combina com Tiesto!

Jij En Ik – Jan Smith (https://www.youtube.com/watch?v=mrrFh-G0zQ4): E também conhecemos uma música local que estava no Top 40 de lá na época.

Billie Jean – Michael Jackson (https://www.youtube.com/watch?v=Zi_XLOBDo_Y): Ficamos na casa de um fã de Michael Jackson que inclusive sabia fazer o moon walk, então, o rei do pop entrou na nossa playlist de viagem também.

Bélgica

Don’t Stop Believin’ -  Journey (https://www.youtube.com/watch?v=VcjzHMhBtf0): Na passada mega ultra rápida por Bruxelas para comemorar o aniversário da minha amiga, fomos à um pub e nenhuma música empolgou mais a galera do que essa! Era um coro (bêbado, mas era hahaha) geral cantando entusiasmado! Daquele momentos que de filme, sabe?

Irlanda

Cry of the Celts (https://www.youtube.com/watch?v=HmwTYcDuyks): E na doce e encantadora Irlanda e toda a magia da sua cultura celta nos encantou!

With or Without You – U2 (https://www.youtube.com/watch?v=XmSdTa9kaiQ): E como passar pela Irlanda sem lembrar deles? Poderiam estar fazendo um show, mas não estavam, então, ficamos se eles.

Inglaterra

Here Comes the Sun – The Beatles (https://www.youtube.com/watch?v=n6j4TGqVl5g): E nos disseram que Londres era uma cidade chuvosa...aaaah, mas o sol apareceu  nos três dias que ficamos por lá.

She – Elvis Costello (https://www.youtube.com/watch?v=O040xuq2FR0): Sim, fomos a Notting Hill procurar a casa, a livraria...não fomos bem sucedidas, mas ganhamos um lindo arco-íris e impossível não lembrar dessa música linda ao passar por lá.

França

La vie em rose – Edith Piaf (https://www.youtube.com/watch?v=0feNVUwQA8U): E em todo canto de Paris (especialmente em Montmatre) você pode encontrar caixinhas de música tocando esta canção.

Sodade – Cesária Évora (https://www.youtube.com/watch?v=ku_WZoTtT8Q): Em Nice, o amigo que nos recebeu dividiu conosco as músicas que ele gosta e ficamos com a cabo-verdiana Cesária Évora e suas lindas canções para relembrar aquele momento.

Espanha

El Toro – Malagueña  (https://www.youtube.com/watch?v=YUHDOd4PQWE): E o que seria passar pela Espanha em escutar um flamenco?

Bailando – Enrique Iglesias (https://www.youtube.com/watch?v=NUsoVlDFqZg): Aaaaah, e sair pra dançar como se não houvesse amanhã? Sei que muita gente discorda, mas não há nada melhor do que música latina pra isso. E nossa noite de Madri foi incrível e essa música não saiu da cabeça!

Portugal

Foi Deus - Amália (https://www.youtube.com/watch?v=tb6BgMz0FNs): e o que seria passar por Portugal sem ouvir um Fado, não é?

Encontros e Despedidas – Milton Nascimento
(https://www.youtube.com/watch?v=S7mx40yPIdc): E para encerrar, melhor música para traduzir tanto o início e final da viagem não há! Se todo dia já é de encontros e despedidas, as viagens potencializam isso.

E assim foi nossa playlist de viagem. E vocês, mochileiros? Quais são suas trilhas de viagem? Vocês gostam de conhecer a cultura local através da música? Vamos trocar experiências! Contem-me um pouco, vai!


Até o próximo post, galera! J

quarta-feira, 17 de junho de 2015

The Love Locks - Amores trancados

Em alguma ponte em Paris (não é a Pont des Arts)
Assunto que apareceu recentemente na mídia devido à retirada de váaaarios cadeados da Pont des Arts em Paris, os cadeados do amor chamaram muito minha atenção na passagem pela Europa. Tanto que resolvi fotografar todos os quais encontrei pelo caminho e venho hoje aqui mostrar algumas dessas fotos para vocês. O assunto me deixou muito curiosa, especialmente porque até em restos do Muro de Berlim consegui achar um desses cadeados. E claro, que fiquei eu pensando sobre o amor e romantismo vendo tudo isso.

Amsterdã, Holanda
Os primeiros cadeados que vi foram em Cinque Terre e desde lá comecei a prestar atenção em todos que encontrei. Pelo o que soube, a moda começou pelo início dos anos 2000 e desde então pombinhos apaixonados enchem pontes de cadeados contendo seus nomes ou iniciais. Não sei o porquê da prática, uns dizem ser um livro italiano, outros por um conto sérvio da época da Primeira Guerra Mundial. O fato é que a moda se espalhou tanto que o excesso de romantismo, por assim dizer, levou algumas cidades a proibirem a prática (com risco de multas, inclusive) e a remoção mais recente em Paris, como dito no parágrafo anterior. Em compensação alguns lugares são específicos pra isso, como uma parede na Casa de Giulieta em Verona.
Casa de Giulieta. Verona, Itália.

E vocês, mochileiros? Alguém já deixou um cadeado lá para “selar” o amor? Eu acho todas as formas de romantismo fofas, mas assumo que trancar um cadeado não me atrai muito hihihi. Vi um casal de brasileiros jogando a chave no Rio Seine, ri com uma figura (só podia ser brasileiro) que desenhou um cadeado em um papel e escreveu “eu me amo”. E aí, contem suas histórias! Digam o que acham dessa moda. Alguém já viu isso em algum canto do Brasil?


Até o próximo post, galera! J







Deixo aqui o link para mais fotos tiradas ao longo da viagem:


Para saber um pouco mais sobre o meu trabalho:


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sobre montar o roteiro

Passaporte com o carimbo de entrada na União Européia, na escala em Madri.

Fazer o roteiro é dar um norte para sua viagem. É dizer: “vou mesmo” e a partir daí começar a tornar a viagem realidade. Comprar passagem, ver hospedagens, ver o que fazer e aquela pesquisa para ter ideia dos gastos e planejar de verdade sua viagem. Do dia que eu decidi fazer a viagem até o dia que comprei as passagens, passaram-se uns 3 a 4 meses. Entre conversas, pesquisas, dúvida entre América Latina e Europa. Optei por Europa primeiro, sentei no computador, abri o Google maps e fui traçando um roteiro. Isso mesmo, no Google maps fiz os primeiros caminhos possíveis, as cidades que gostaria de conhecer (as principais, porque alguns países eu ficaria uns 3 meses só nele, conhecendo diferentes cidades) e minha irmã decidiu tirar férias no começo da minha viagem e passaria 20 dias comigo, por isso optei por passar 20 dias na Itália.
O planejamento com imagem do  Google Maps.
Roteiro Inicial:
1- Itália
2- Grécia
3- Malta
4- Alemanha (que incluía Munique, além de Berlim)
5- Holanda
6- Inglaterra
7- Irlanda
8- França (praticamente sem Paris)
9- Espanha
10- Portugal

Chegando à Roma.
Com cidades escolhidas, uma pesquisa de quanto tempo passar em cada uma delas (tudo dentro dos 90 dias de visto), resolvi comprar as passagens e agora não tinha mais como voltar atrás, no dia 09 de março de 2014 a ida e a volta estavam compradas e era hora de decidir estadias e tudo mais, faltando exatos três meses para a viagem (meu vôo para Roma era dia 9 de junho). Nesse tempo, coloquei meu roteiro no fórum do Mochileiros.com e recebi muitas dicas que fizeram a viagem dar certo, e uma super importante me fez perceber que Malta não seria viável, tanto para entrar quanto sair e então reduzi o roteiro para 9 países. Logo depois, li algo sobre Plitivice Lakes e fiquei apaixonada, então a Croácia começou a ser uma possibilidade. E então, uma amiga que fiz em um curso da Arte de Viver em janeiro conversou comigo e descobrimos que queríamos fazer o mesmo tipo de viagem e depois de algumas conversas, decidimos que iríamos juntas.
O roteiro final e suas muitas modificações.

Conversa vai, conversa vem, a Croácia entrou no roteiro e mudamos algumas coisas. Tiramos Munique, acrescentamos dias em Paris e resolvemos deixar a viagem acontecer. Tudo estava planejado efetivamente (com hospedagem certa) até a Grécia e em algumas outras cidades com amigos de amigos. Como optamos pelo trem ao invés de avião deixamos nosso roteiro flexível e durante a viagem muita coisa mudou. Essa flexibilidade é muito importante no caso do mochilão, em minha humilde opinião.

Resumindo, roteiro de mochilão não tem muita ciência. É uma questão de estudar o que você quer com o que é viável durante o tempo que você tem. E permitir-se ser surpreendido (positivamente) no meio do caminho e às vezes ter de abrir mão (como tive de abrir mão de Plitivice por causa da chuva). Escolha os lugares e google it! Seja em blogs, sites oficiais e tudo mais, você vai descobrindo o que precisa.  E se jogue, por favor! J


Até o próximo post, galera!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Quanto custa um mochilão, hein?

Cinque Terre, Itália
Eis o post do assunto mais perguntado desde que voltei: “então, quanto você gastou viajando?”, “nossa você deve ter gastado muito, euro né?” entre outras perguntinhas mais, todas relacionadas aos gastos. É a parte em que ficamos apreensivos ao planejar uma viagem, né? Olha mas aprendi bem a lição: não há necessidade de se estressar. Um pouco de planejamento e deixar a mágica acontecer é o suficiente, afinal, ninguém vai voltar mendigando de uma viagem, há alguns blog por aí super interessantes de gente que vai na cara e na coragem pra estrada sem um conto no bolso.
Santorini, Grécia.

Como é grande a vontade de fazer outros mochilões, inclusive mais longos, anotei tudo para saber meus gastos, onde gastei mais dinheiro e tudo mais. Mas claro que em algum momento isso falhou, logo no início da viagem e por isso a Itália ficou sem anotações financeiras. Depois de Roma, naquela adrenalina de início da viagem, não anotei nenhum centavo gasto, logo fiz uma média entre o quanto sei que saiu da minha poupança e a soma do que gastei em outros países para chegar ao valor aproximado gasto lá.

Cascais, Portugal
Bom, como o euro teve uma boa oscilação de valor no período que fiquei por lá, para fazer as contas usei uma média de 1€ saindo a R$3,38 para converter os gastos. Os gastos gerais incluem tudo que tive que pagar no país ou na cidade onde estava, de comida à reserva de assento no trem. Separei esses gastos da estadia, porque também é um dos pontos mais perguntados. Lembrando que foi uma viagem de 82 dias (mas porque 82? No primeiro roteiro que montei, acreditei que era suficiente e estava dentro dos 90 dias de visto dentro da Europa), passando por 11 países e 27 cidades.  

Eu e minha irmã em Roma
Então vamos ao que interessa? Bom, desde meu primeiro estágio fiz uma poupança pra guardar uma graninha para futuros projetos. E esse futuro projeto já foi um curso, comprar um apartamento e até casar, mas o melhor estava por vir e essa graninha que me permitiu sonhar alto, comprar minha câmera, estudar fotografia, chutar o balde e viajar. E esse foi meu alicerce para a viagem. Os primeiros gastos não saíram da poupança, saíram do meu salário mesmo. Preciso deixar claro que para viajar, nos meses anteriores abri mão de algumas coisas (tipo baladas, especialmente) para pagar os primeiros gastos e guardar um pouco mais. Primeiros gastos esses que foram:

•Passagem (ida e volta): R$2.531,00
•Passagem Roma-Atenas: R$233,16                           
•Seguro viagem: R$416,99
•Total: R$3.181,15

Minha meta inicial era gastar no máximo R$10 mil e consegui gastar apenas um pouco mais (fica dentro da margem do “pra mais” que eu tinha em mente) e em alguns momentos você acha que não será possível, como quando está em Londres, por exemplo. Então vamos começar a falar melhor sobre os gastos. 

Hospedagem

Nossa host do Couchsurfing, Sónia
Nosso host em Nice, querido Jô!
Sabe aquela regra mochileira de que se dane o conforto? Então, é bem por aí. Mas vou te contar que pensando assim pelo caminho até aparece conforto viu? Hehehe. Ficamos em hostel, cochilamos em chão de aeroporto, ficamos em casa de pessoas lindas (Couchsurfing e Arte de Viver) e sem querer acabamos em dois Bed&Breakfast que foram o mais perto do luxo que chegamos (um sem pagar nada e o outro por necessidade). E vi tantas famílias com mochila nas costas e ficando em hostel que já venho pensando em riscas hotel das minhas possibilidades! Hostel é muito mais bacana pra interagir e baixa consideravelmente o custo da viagem. Pense nisso ;)

Locomoção

Eurail usado na Itália
Bom, dando aquela estuda em relatos de outros mochileiros e blogs de viagem por aí, vi que os vôos low cost e minha mochila cargueira não teriam uma relação lá muito harmoniosa. E além disso, as passagens teriam que ser compradas com muita antecedência visto que nas férias de verão os europeus não perdem tempo, e como disse meu querido amigo francês Jô “só tem verão uma vez por aqui”. E como não queríamos um roteiro engessado, o uso do trem foi a melhor saída. Ok, mas comprar passagens de trem encima da hora também não é barato Descobri o *Eurail (Interail pra quem tem cidadania européia) e ele é uma mão na roda, você só precisa tomar cuidado com as reservas, pois se deixar pra cima da hora pode não ter nenhuma vaga ou apenas leitos, que tem uma taxa de reserva mais cara. Alguns países são maravilhosos, como a Alemanha, onde você não precisa pagar taxa de reserva nenhuma e os trens são todos ótimos. Ah, a Inglaterra não aceita o Eurail, mas tê-lo dá um descontinho no trem. Ah, também conseguimos descontos nos ferryboats na Grécia(ta aí o que encareceu a estada lá, chegar e sair do país hihihihi) e Irlanda. E para só faltar andar de bicicleta de um país pra outro (eu ainda não sei andar de bicicleta:\), pegamos um ônibus de Londres para Paris, porque né 90 € no trem de novo não ia rolar.
Vai um vinhozinho de 2 libras?

Alimentação

Bom, essa questão é sempre muito delicada. Dá pra comer saudavelmente mesmo na correria, mas em alguns locais não pesquisamos bem e o McDonald’s foi a salvação da fome (em Londres, por exemplo). Grande parte dos hostels tem cozinha e comprar comida no mercado vai fazer seus gastos caírem bastante. Em Paris, alguns mercados você pode comprar a comida e esquentar no micro-ondas por lá mesmo, o que também é super interessante. Fazer amizades e cozinhar para eles e vice e versa, é certamente o melhor! Pra dizer que não fui à restaurante nenhum, meu irmãozinho italiano é cozinheiro e fui ao restaurante onde ele trabalha (e não gastei um centavo).

Louvre

Compras

Tirando uma loucura ou outra que você pode fazer (no meu caso foi comprar um blusa ou um anel), esse item está fora da lista, digo, pelo menos na minha. A única coisa que pensava era em como diminuir o peso da minha mochila, o que fez algumas coisas ficarem pelo caminho. Europa não é dos lugares onde você encontre lá muitas coisas com preço bacana, então isso nem passou pela minha cabeça estando lá. Só pra conferir, olhei preço de lentes pra minha câmera e convertendo daria no mesmo. Então, se quiser comprar, vai fundo, mas na minha lista de prioridades isso passou batido.

Passeios

Alguns são realmente caros, as entradas dos Museus não são convidativas, mas eu fui à todos que tinha muuuuuita vontade. Londres tem vários museus com entrada gratuita e Paris faz isso no primeiro domingo do mês por lá. Dá sempre pra buscar uma forma mais barata de aproveitar a cultura, especialmente a do velho continente, que é riquíssima! E a natureza também é bem bonita por lá, faça bem suas contas e aproveite!

Seguro Saúde

Um fator super importante na hora de viajar é o seguro saúde, principalmente se tratando de viagens longas. Assumo que quando fiz meu mini mochilão para Machu Picchu, nem pensei em fazer por ser apenas uma semana, mas hoje vejo que até em viagens mais breves é importante. No caso da Europa, prestem atenção na abrangência, porque o Tratado de Schengen não inclui todos os países por lá. Sofri um tombo na Grécia mas não precisei ir ao médico, então não usei o meu (ufa!).

Tabela de Gastos

País
Estadia
Gastos Gerais
Total
Itália
R$ 924,00
R$1576 (aproximadamente)
R$2.500 (aproximadamente)
Grécia
R$ 44,62
R$ 799,91
R$ 844,53
Croácia
R$ 202,80
R$ 243,70
R$ 446,50
Alemanha
R$ 101,40
R$ 170,19
R$ 271,59
Holanda
X
R$ 383,80
R$ 383,40
Bélgica
R$ 81,40
R$ 16,90
R$ 98,30
Irlanda
X
R$ 697,60
R$ 697,60
Inglaterra
R$ 439,40
R$ 730,46
R$ 1.169,86
França
x
R$ 689,63
R$ 689,63
Espanha
R$ 300,93
R$ 575, 35
R$ 876,47
Portugal
R$ 50,70
R$ 655,90
R$ 706,60

Gastos pré viagem

Além desses gastos, estão incluídos no gasto durante a viagem, o Eurail Itália, Eurail entre países e o IOF do meu cartão de crédito que usei como Travel Money.

•Eurail Itália: R$638,82
•Eurail entre países: R$2.017,91
•IOF Travel Money: R$233,16

Total de gastos

Gastos pré-viagem
Gastos durante a viagem
Total
R$3.181,15
R$11.616,29
R$ 14.797,44

Dava pra gastar menos? Dava sim. Mesmo que nossa moeda seja bem desvalorizada em relação ao Euro e Libra. Poderia ter segurado a onda um pouco na Itália, ter tido menos preguiça de me virar na cozinha e ter controlado alguns surtos de vontade de comprar umas poucas coisas que comprei por lá. E ter um pouco mais de sorte no Couchsurfing também já diminui beeeem o valor (dizem que no verão é um pouco mais difícil pelo fato de todo mundo estar viajando nas férias). Então é isso, galera. Espero ter conseguido fala tudo. Qualquer dúvida, só perguntar!
Até o próximo post!


OBS: Em cada post falo sobre os gastos daquela cidade e onde fiquei hospedada.

*Saiba mais sobre Eurail: http://pt.eurail.com/



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mochilão 2014 - Portugal - Parte 1: Lisboa

Cascais
Antes de chegar a Portugal, nossa ideia era passar em Santiago de Compostela. Mesmo sendo próximo de Portugal, o trem seria uma dor de cabeça para chegar lá. Até soubemos que havia ônibus para lá do Porto, mas acabamos desistindo. Fica pra próxima voltar e fazer o caminho de Santiago de Compostela.

Miradouro da Graça
Chegar a Portugal foi muuuito consativo. O primeiro trem até Salamanca foi super tranqüilo, o que saía de lá para Lisboa só havia dois lugares (praticamente nos esperando né?) distantes (inclusive ele passava em Madri, mas por lá estava lotado) e ficamos separadas. Pegamos o trem de madrugada, sentei ao lado de uma família barulhenta e inquieta e Simone também não teve muita sorte. Chegamos umas 7 e pouca da manhã muuuito cansadas pela madrugada mal dormida. Encontramos o primo da Simone que nos recebeu depois numa cidade perto do Porto (próximo relato) e fomos para a sede da Arte de Viver. A Joana, instrutora que mora na sede é um ANJO!!!! Ela nos recebeu super bem e deixou que doássemos o que fosse possível pela estadia lá.

Arte de Rua em Lisboa
Comboio
Enquanto Simone tomava banho e se arrumava eu acabei dormindo deitada no chão apoiada em minha mochila mesmo. Depois conversamos com a linda mãezinha da Joana e um casal de amigos dela, com histórias dessas que amamos conhecer em viagens. Uma espanhola e um alemão que já moraram em alguns cantos da América latina e contaram algumas de suas aventuras. Depois de muito papo, fomos conhecer um pouco de Lisboa. Começamos pelo Miradouro da Graça, com uma beeela vista da cidade. Almoçamos em um restaurante vegetariano muito bom por ali, maaas não me lembro o nome! Depois seguimos para outro mirante, o Miradouro das Portas do Sol, outra bela vista de Lisboa. Continuamos andando pelas ladeirinhas de Lisboa até que chegamos ao Castelo de São Jorge, mas não entramos. Andamos um cadinho mais, vimos a Praça Dom João I, o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio e o cais logo ali em frente. A caminhada foi boa e estava bem friozinho, então voltamos pra “casa”.

Cascais
Ah, o verão português rsrs. Durante o dia o calorzinho é bom, mas nunca se esqueça de carregar um casaquinho leve, pois no final da tarde/noite a temperatura cai consideravelmente. No dia seguinte, Joana nos indicou um comboio que dá uma volta em vários pontos da cidade, e vale como um super passeio. Antes caminhamos (mais) um pouco pela cidade, passamos pela Praça Marquês de Pombal, e paramos para almoçar na Avenida da Liberdade e comi um sanduíche típico da terrinha (mais especificamente do Porto, na verdade), o francesinha. É um sanduíche de tudo. Carnes, presunto, ovo, queijo, molho...tem muita coisa. Se você gosta de conhecer culinária local ou gosta muito de carne, eu recomendo. Caso contrário, nem olhe para o sanduba! Finalmente, fomos pegar o comboio e tchan tchan tchan...uma mega fila! Ficamos uma hora ali...e o “motorista” do comboio não parece muito animado com essa fama turística que esse tem e logo avisa: “esse é um transporte comum”. Passamos pelo Bairro Alto e pelo Chiado. E depois do tour comemos pastelzinho de Belém (finalmente!hahaha), só digo uma coisa: huuuuuummmmm.

Cascais
O próximo dia era o último aproveitando a cidade, e resolvemos conhecer a bela Cascais, área de praia próxima a Lisboa. Pegamos o trem e rapidinho chegamos por lá. Conhecemos um pouco do Centro Histórico e de cara, entramos na Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, com uma exposição super legal sobre a história do Forte e uma vista linda para praia. Depois continuamos caminhando pela marina até começar a andar pelas praias dali. Todas lindas, mas com uma água gelada que...minha nossa...quem tem câimbra é melhor só olhar mesmo. Para deixar mais claro o quanto a água é gelada, minha amiga Simone disse no início da caminhada pela praia: “poxa, por que não viemos de biquini?” e após sentarmos a beira d’àgua e colocar nossos pezinhos no gelo, o comentário mudou para “que bom que não viemos de biquíni” hahahaha. Caminhamos até já não saber mais onde estávamos e pegamos trem para passar em Belém antes de voltar a Lisboa. A tarde já começava a cair e fazia bastante frio pra carioca por lá. Tanto vento que nem andamos até a Torre de Belém, a vimos apenas de longe, assim como o Monumento aos descobrimentos. Onde comemos não tinha e nem por perto Pastelzinhos de Belém, mas disseram que ali e em Lisboa a qualidade era a mesma. Resolvemos voltar caminhando até Lisboa (não era tão perto assim), e acabamos entrando em um restaurante que estava oferecendo degustação de espumante e tinha uma vista super bacana da Ponte 25 de abril e do Santuário Nacional de Cristo Rei.
Ponte 25 de abril e Santuário Cristo Rei ao fundo

E assim foram nossos dias em Lisboa, terra de gente acolhedora e simpática. No dia seguinte, pegamos o trem de tarde e tentamos ir à Fátima, mas descobrimos que nossa tentativa foi no dia errado, na estação errada. Então seguimos para a estação de Ovar, a mais próxima de onde o primo da Simone mora e de onde fomos para o Porto e Fátima. Bom, e o resto eu conto no próximo e último post sobre relatos do mochilão. Ai, gente...relatando as experiências não sei nem dizer a saudade que dá e a vontade de colocar a mochila nas costas agora e sair por aí, o que também falarei melhor em posts futuros. Até semana que vem, galera!

Como chegamos: Trem

Transporte: Metrô, ônibus e de praxe, longas caminhadas.

O que não fiz (e gostaria de fazer): Castelo de São Jorge.Oceanário de Lisboa. Monumento aos descobrimentos. Panteão Nacional. Museu Nacional dos Coches. Palácio Nacional de Belém. Museu do Fado.

Estadia: Sede da Arte de Viver Lisboa – R$50,70

Gasto Gerais: R$ 379,23

Gasto Total: R$ 429,93

Mais fotos no FlickR:

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mochilão 2014 - Espanha - Parte 2: Madri

Monumento Alfonso XII - Parque de el Retiro
A cada passo dado a essa altura da viagem, o pensamento era apenas um: ai ai, nossa aventura está acabando! E se tem uma coisa que aprendi nesse mochilão é: 3 meses é pouco. Sim, muito pouco para a quantidade de cidades que conhecemos e por isso que nosso último mês de viagem foi mais light. Não agüentávamos mais o ritmo de acorda cedo e bate perna o dia todo. Aceitamos o fato de que diminuir o ritmo também nos faria conhecer um pouco menos e o final da viagem (desde a França) foi assim: conhecemos o que der e pronto. Por isso que digo que é importante sim uns dias de descanso no meio da viagem, porque mesmo sendo viagem, mesmo com tantas novidades, o corpo vai cansar em algum momento. E essa é uma dica que deixo nesse começo de post.
 
Palácio Real
Acredito que em Madri nós atingimos o maior nível de “não agüento mais, vou dormir”. Ficamos hospedadas na sede da *Arte de Viver e a pessoa que mora lá estava viajando de férias, ou seja, com uma “casa” só nossa ficamos muito a vontade em não fazer nada! Chegamos sem muitas dicas de direção, mas perguntando a gente acha qualquer lugar, até o mais escondido. Chegamos à noite e nossa força se limitou a ir ao mercado comprar algo para comer e pronto.

O dia seguinte chegou e começamos a conhecer a fofa cidade de Madri. A capital da Espanha me pareceu mais simples (e conseqüentemente) aconchegante do que Barcelona, uma cidade mais tranqüila, apesar de também ter uma noite famosa por suas baladas! Barcelona tem seu ar cosmopolita, Madri é uma grande cidade discreta. Eu gostei mais de Madri do que de Barcelona, mas gosto é MUITO pessoal né, galera? Mas vamos ao que interessa. Começamos um dia em um posto de Informação Turística, na Plaza Mayor, para pegar nosso querido mapa! Ali mesmo pegamos umas dicas do que conhecer (Simone tinha um guia que consultamos para decidir o que conhecer em todas as cidades). 

Sto João Paulo II - Catedral de La Almudena
Monumento à Cervantes
Depois da Plaza Mayor, acabamos nos entretendo com as lojinhas de souvenir com vontade de comprar todos os bonecos de Don Quijote que víamos, enquanto andávamos pelo Centro de Madri (uma senhora que conhecemos nos disse que no geral é tudo muito perto e o que marcamos para conhecer no mapa realmente era). Entre uma loja e outra, chegamos à Catedral de La Almudena, igreja belíssima em sua mistura de estilos arquitetônicos (neogótico, neoclássico e neorromânico) e fica ali pertinho do também belo Palácio Real. De lá seguimos em busca de um mercado e de informações para badalar pela noite de Madri. Comemos, nos arrumamos e fuimos a bailar! Sem saber muito pra onde ir, andamos por uma região de bares e afins e começaram a surgir pessoas nos oferecendo tour em bares e tal, mas só fomos quando nos ofereceram uma entrada grátis em discoteca (é assim que eles chamam por lá), a Torero. Não estava lotada e tivemos todo espaço do muuuuundo pra dançar e, diferente de Barcelona, só músicas latinas tocando, ótimo para dançar como se não houvesse amanhã! Quando bateu o cansaço fomos até a Plaza de Cibeles pegar nosso transporte para voltar pra “casa”, onde há vários pontos de ônibus que rodam durante a noite, o que achei excelente!

O curioso Monumento ao Anjo Caído
No dia seguinte estávamos mortas, acordamos super tarde e fomos apenas à estação de trem marcar nossa passagem pra Portugal (decidimos ir para Lisboa primeiro, mesmo não sabendo onde ficaríamos) e nada mais fizemos. Voltamos, pois era dia de Satsang (encontros semanais para aqueles que já completaram algum curso da Arte de Viver, guiados por instrutores em um espaço para reviver as práticas e compartilhar experiências) na sede da Arte de Viver e foi nossa atividade do dia. E somente lá tive a ideia de procurar a sede de Lisboa para estadia, que prontamente nos respondeu com um sim e as dicas para chegar por lá!
Palácio de Cristal
A instrutora que conhecemos no satsang nos convidou para um almoço com outras instrutoras, então nosso último dia começou com um passeio pela Gran Via e depois fomos ao Monumento à Cervantes, na Plaza España, com suas famosas personagens: Don Quixote e Sancho Panza! Seguimos nos perdendo e nos achando pelo Centro de Madri até encontrarmos as meninas. Uma argentina, três venezuelanas e nós duas brasileiras. Quase um encontro latino americano!. Como Simone não fala espanhol, nossa conversa foi à base de português e espanhol falados lentamente, e todo mundo se entendeu. Depois de passar um tempo com elas, fomos para o lindo Parque de El Retiro, mas antes passamos pela Plaza de Oriente e Puerta de Alcalá. No parque, há o Monumento Alfonso XII, o Palácio de Cristal e o curioso Monumento ao Anjo Caído, sobre o qual ouvi histórias da teoria da conspiração depois e li algumas bem divertidas em pesquisa pelo Google também. Desde reunião Illuminati perto de onde é o monumento até a história de que ali é o ponto mais negativo da terra (oi???? Como se mede isso???), mas no final das contas, continuei sem saber o porquê da verdadeira criação deste monumento.

E assim foi Madri. E assim foi a Espanha. E assim estávamos de partida para o último país do mochilão. Escrevo hoje com todos aqueles sentimentos que a mim vieram naquele momento. Como é bom aventurar-se e como passa rápido! Deixemos esse papo para depois! ;) Próxima para é a terrinha, ora pois! Lisboa e Porto (arredores) encerraram nossa trip. Então, não perca o próximo post, quase final do Mochilão 2014! Até mais, galera! 

Como chegamos: Trem.

Transporte: Metrô, bus para voltar da night e muitas caminhadas.

O que não fiz (e gostaria de fazer): Bate-volta Toledo. Estádio do Real Madri. Museu Del Prado. Puerta Del Sol. Templo de Debod. Basílica San Francisco El Grande.

Estadia: Sede da Arte de Viver Madri – R$ 202,80

Gasto Gerais: R$239,82

Gasto Total: R$442,62

Mais fotos no FlickR:

 *Falo melhor sobre a Arte de Viver no seguinte post: